Mesmo com custo menor pecuaristas podem reduzir confinamento neste ano

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confinamento bovino 2017

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Segundo levantamento, o estado deve colaborar com 701,8 mil animais confinados, contra 755 mil do ano passado.

Ao contrário do que se projetava no início do ano, o confinamento em 2017 poderá decrescer mesmo com as boas projeções de custos. Um levantamento da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso) – estado com maior rebanho no país – apontou queda de 7% na intenção de confinar, se comparada ao mesmo período de 2016.

Segundo levantamento, o estado deve colaborar com 701,8 mil animais confinados, contra 755 mil do ano passado. Há grande preocupação de que um volume elevado de oferta poderá derrubar os preços da arroba, visto que a recuperação do consumo interno caminha a passos lentos.

A estimativa inicial da Agroconsult, projetava aumento de 12% a 15%, para pouco mais de 5 milhões de cabeças confinadas em 2017. A pesquisa também aponta crescimento de 9,6% no abate de bovinos neste ano, se comparado a 2016. Serão abatidas cerca de 40,4 milhões de cabeças, no entanto, o crescimento não será suficiente para consumir todo o estoque de animais entre machos e fêmeas que não foram sacrificados nos ciclos passados.

Por toda essa conjuntura, somada aos efeitos catastróficos da operação Carne Fraca nos preços da arroba, a postura dos pecuaristas parece ter mudado para uma atitude mais cautelosa.

“Estamos vendo que mesmo com as boas condições de preços dos insumos, o pecuarista está cauteloso. A queda da arroba e a instabilidade na escala de abate estão segurando o produtor na hora de decidir”, explica o diretor-executivo da Acrimat, Luciano Vacari.

No Mato Grosso, a queda de 35% no preço do milho – principal insumo no cocho – e de 13% no boi magro, deveria estimular o confinamento, mas as incertezas sobre o mercado futuro estão superando o baixo custo. Desde a operação da Polícia Federal, o mercado spot do boi gordo no estado recuou 5,4%, passando de R$ 132,19 para R$ 124,67 à vista para desconto do Funrural.

“Embora os custos de produção venham baixando, esses animais engordados – principalmente no primeiro giro – são advento de uma reposição adquirira com preço elevado de 2016 e um custo de nutrição em declínio”, lembra o presidente do conselho administrativo da Assocon (Associação Nacional de Pecuária Intensiva), Alberto Pessina.

Um estudo divulgado no início do ano tomou como base o estado de Goiás – um dos maiores confinadores do país – considerando a arroba do boi gordo em R$ 127,71 e rendimento de carcaça em 57%. Nesse cenário a rentabilidade da atividade no primeiro semestre desse ano seria praticamente nula, em 0,61%.

De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), dos 701 mil animais estimados para o confinamento, 52% já foram adquiridos, que representa cerca de 360 mil animais.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o gerente de confinamento da Usina Estiva (SP), Antônio Domingos Neto, também afirmou que a dificuldade no fechamento de contratos a termo desde o final do ano passado, poderão refletir na intenção de confinamento neste ano.

“Os frigoríficos estão fazendo negócios apenas sem contrato, ou seja, com valor abaixo da BM&F, o que dificulta ainda mais a equalização das contas”, diz Neto.

Fonte: Notícias Agrícolas

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